
O que significam G5 e G20
O "G" vem de grau — é a forma como o mercado de insulfilm nomeia a tonalidade do fumê (o filme escuro acinzentado). O número que acompanha a letra indica, de forma aproximada, a transmissão de luz visível (VLT, do inglês Visible Light Transmission), ou seja, quanto da luz do dia a película deixa atravessar o vidro. Assim, o G5 transmite cerca de 5% da luz (fica bem escuro) e o G20, cerca de 20% (tonalidade média). A regra é simples: quanto menor o número, mais fechada é a película — mais escura por dentro e maior a sensação de privacidade durante o dia.
Vale entender também que esses dois graus fazem parte da linha fumê tradicional, um filme de controle solar de custo acessível. Eles cumprem bem o papel de escurecer o vidro e dar privacidade, mas não são as películas mais avançadas em bloqueio de calor — esse é um ponto que confunde muita gente, e voltamos a ele mais abaixo.
Glossário rápido dos termos técnicos
- VLT / transmissão de luz visível: percentual de luz que passa pelo vidro com a película. VLT baixo (G5) = ambiente escuro; VLT alto (G50) = ambiente claro.
- Controle solar: capacidade da película de filtrar parte da energia do sol (luz e calor) antes de ela entrar no ambiente.
- Rejeição de calor / infravermelho: o quanto a película barra a radiação infravermelha — a faixa do sol que a gente sente como calor na pele. É um dado diferente da tonalidade.
- Fumê: nome popular da película acinzentada e escura, como o G5 e o G20.
Privacidade, luz e calor
Na prática, o G5 escurece bastante o ambiente e dificulta a visão de fora para dentro durante o dia, sendo muito usado em vidros expostos a olhares e a sol forte — comum em apartamentos de andar baixo, guaritas e lojas de rua no Rio. O G20 mantém mais luminosidade e visibilidade: por dentro, o dia continua "com cara de dia", e a vista para fora sofre menos. Ambos são películas de controle solar e reduzem parte do calor que entra pelo vidro, mas a diferença térmica entre eles é modesta — o que muda de verdade, no dia a dia, é a tonalidade e a quantidade de luz.
Um jeito simples de escolher: pense primeiro em quanta luz você quer perder. Se o vidro pega sol da tarde e o ambiente incomoda pela claridade, o G5 alivia bem; se o cômodo já é meio escuro ou tem uma vista que você não quer abrir mão, o G20 preserva mais o conforto visual sem deixar tudo sombrio.
| Característica | Insulfilm G5 | Insulfilm G20 |
|---|---|---|
| Tonalidade | Escura | Média |
| Luz visível (aprox.) | ~5% | ~20% |
| Privacidade de dia | Alta | Média |
| Luminosidade interna | Baixa | Média-alta |
| Redução de calor | Média-alta | Média |
Escurecer mais não significa barrar mais calor
Essa é a confusão mais comum de quem compara os dois. O número na frente do "G" diz respeito à luz visível, não ao calor. O que a gente sente como calor é a radiação infravermelha, e quem barra isso é a tecnologia do filme — não o quanto ele escurece o vidro.
Na prática, o G5 segura um pouco mais de calor que o G20 porque bloqueia mais radiação no geral, mas a diferença entre os dois é pequena perto do que uma película de tecnologia superior entrega. A nano cerâmica, por exemplo, rejeita até 97% do calor infravermelho sem precisar escurecer o ambiente. Ou seja: se o seu problema é calor, e não privacidade, talvez a resposta nem esteja na escolha entre G5 e G20.
Conforto térmico no dia a dia
No calor do Rio, muita gente escolhe o fumê pensando só em "esfriar" o ambiente. Entre G5 e G20, o ganho térmico existe, mas é sutil: os dois reduzem principalmente o ofuscamento e parte da carga solar que entra pela janela. Quem mora em fachada voltada para o poente ou tem grandes panos de vidro sente mais a diferença do ar-condicionado trabalhando com menos esforço — só que esse alívio vem tanto do G5 quanto do G20.
Se o objetivo principal é rejeição de calor mantendo o ambiente claro, o caminho mais eficiente não é fechar a tonalidade e sim subir a tecnologia da película. Por isso, antes de escolher um G5 só "para esquentar menos", vale comparar com as opções de melhor desempenho térmico. A escolha entre G5 e G20, no fim, resolve muito mais a questão de luz e privacidade do que a de temperatura.
E o G35 e o G50?
Além do G5 e do G20, existem tonalidades mais claras: o G35 deixa passar cerca de 35% da luz e o G50, cerca de 50%. Elas preservam bem mais a iluminação natural e a vista, com bloqueio solar moderado — boas para quem quer filtrar o sol sem escurecer o ambiente. Resumindo a linha fumê: G5 (mais escuro) → G20 → G35 → G50 (mais claro).
G5 e G20 em imóveis: liberdade de tonalidade
Uma vantagem importante da aplicação residencial e comercial é que não há limite de tonalidade: você pode usar o G5 à vontade em janelas, portas de vidro, fachadas, guaritas e áreas de serviço, sem nenhuma restrição de transparência. Isso amplia bastante o leque de escolha em casa, no apartamento ou na loja — dá para fechar totalmente um vidro para privacidade ou manter algo mais claro, conforme o ambiente pede.
Essa liberdade é justamente o que permite combinar tonalidades no mesmo imóvel: um cômodo pede mais escuro, outro pede mais claro, e nada impede aplicar G5 em uns vidros e G20 em outros. É o que vemos no próximo tópico.
Onde usar cada um dentro de casa
A escolha muda de ambiente para ambiente. Um roteiro prático, cômodo a cômodo:
- Quarto voltado para o sol da tarde: o G5 ajuda a segurar a claridade e o ofuscamento no fim do dia.
- Sala com vista: o G20 costuma ser melhor, porque preserva a paisagem e mantém o ambiente iluminado.
- Janela de frente para o vizinho: o G5 entrega mais privacidade durante o dia.
- Área de serviço, guarita e fachada de loja: o G5 se dá bem, já que a luz natural ali pesa menos na decisão.
- Escritório com muitas telas: o G20 reduz o reflexo no monitor sem deixar a sala escura.
Qual escolher?
Se o objetivo é privacidade e conter a luz forte, o G5 costuma ser a melhor escolha; se você prefere manter o ambiente claro com boa visibilidade, o G20 tende a agradar mais. Para decidir com segurança, vale considerar a orientação solar do vidro e comparar o efeito no simulador ou conhecer todos os tipos de insulfilm.
Vale um detalhe que quase ninguém comenta: a privacidade do fumê funciona durante o dia. À noite, com a luz acesa por dentro, o efeito se inverte e quem está na rua enxerga o ambiente — isso vale tanto para o G5 quanto para o G20. Se a privacidade à noite for essencial, a conversa muda para películas como o jateado ou o blackout.
Dica da Blackout Film: se o G5 parecer escuro demais e o G20 claro demais, a linha nano carbono reduz o calor mantendo boa luminosidade — um meio-termo tecnológico.
