Guia · Tonalidades

G5, G20, G35, G50 ou G70: qual insulfilm escolher para sua casa ou empresa

Escala de VLT do insulfilm com as tonalidades G5, G20, G35, G50 e G70 e o nível de privacidade de cada uma

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Quem pede orçamento de insulfilm quase sempre chega com uma dúvida de número. G5, G20, G35: o "G" virou o jeito popular de falar de tonalidade, e é com ele que a maioria das conversas começa. O que está por trás da sigla, porém, é uma medida só — o VLT, sigla de Transmissão de Luz Visível, que diz qual porcentagem da luz atravessa o conjunto vidro mais película.

Entender essa escala resolve boa parte das dúvidas antes mesmo da visita técnica. Ela diz o que esperar de privacidade, de claridade e de aparência. O que ela não diz é quanto calor a película corta — e é justamente aí que mora o erro mais caro na hora de escolher.

O que o número do G quer dizer

O número é a porcentagem aproximada de luz visível que passa. G5 deixa passar perto de 5%; G70, perto de 70%. Quanto menor o número, mais escura a película e maior a privacidade de dia. É uma escala contínua, e os valores comerciais mais comuns no Rio são 5, 20, 35, 50 e 70.

Essa nomenclatura nasceu nas películas fumê de poliéster, mas hoje é usada como referência para qualquer linha. Uma nano cerâmica também tem seu VLT, assim como uma espelhada. O número descreve o tom; não descreve a tecnologia nem o desempenho térmico.

G5: privacidade máxima durante o dia

É a tonalidade mais fechada do grupo. Durante o dia, de fora para dentro, é praticamente impossível distinguir o que há no ambiente. A redução de luz é grande, e o ofuscamento desaparece.

Funciona bem em quarto que pega sol forte, em sala de reunião envidraçada e em janela de térreo com movimento de pedestres do lado de fora. O ponto de atenção é que ela escurece o ambiente de verdade: em cômodo que já recebe pouca luz, o resultado pode ficar mais fechado do que o esperado. Se a sua dúvida é entre essa faixa e a seguinte, o comparativo G5 ou G20 entra no detalhe.

G20: privacidade forte sem fechar o ambiente

É o degrau que mais aparece em projeto residencial. Entrega privacidade diurna próxima da do G5, mas mantém a visão de dentro para fora com naturalidade e deixa o ambiente utilizável sem acender a luz no meio da tarde.

Em varanda de apartamento com vista, costuma ser o melhor acordo entre não ser visto e não perder a paisagem. Em sala comercial de rua, também é a faixa que resolve a exposição sem transformar a fachada num bloco escuro.

G35: o meio-termo que resolve a maioria dos casos

Reduz ofuscamento de forma visível, dá privacidade parcial e mantém o ambiente claro. É a escolha de quem quer melhorar o conforto sem mudar a cara do imóvel.

Em escritório com monitor, essa faixa costuma bastar: elimina o reflexo na tela sem obrigar a trabalhar com luz artificial. Em cozinha e área de serviço, também é suficiente. É a tonalidade que menos gera arrependimento, porque raramente escurece demais.

G50: claridade preservada, ofuscamento sob controle

Tom suave. A privacidade é baixa — quem passa na calçada ainda identifica movimento e formas no interior. Em compensação, o ambiente continua claro e a aparência do vidro muda pouco.

Faz sentido quando o problema é só o brilho excessivo de certas horas do dia, ou quando o ambiente já é naturalmente escuro e não há margem para perder luz. Também é a faixa escolhida quando a prioridade é controle solar em vidro que não pode ficar escuro por decisão de projeto.

G70: quase invisível

Olhando de fora, a maioria das pessoas não percebe que há película instalada. A privacidade é mínima e o ganho visual é quase nulo — o que não quer dizer que a película não esteja trabalhando.

É nessa faixa que a escolha da tecnologia pesa mais. Numa linha IR transparente ou numa nano cerâmica clara, o vidro continua com a aparência original e ainda assim há rejeição de calor e bloqueio de raios ultravioleta. É a solução para fachada tombada, vitrine que não pode escurecer e vidro com vista que o cliente não quer comprometer.

O vidro entra na conta

Um detalhe que muda expectativa: o número impresso na ficha técnica é da película sozinha. O vidro já retém luz por conta própria, então o resultado final é sempre mais escuro que o rótulo.

A conta é simples — VLT da película multiplicado pelo VLT do vidro. Uma película de 35% sobre um vidro incolor comum, que transmite cerca de 80% da luz, resulta em torno de 28% de VLT final. Sobre vidro verde ou fumê de fábrica, a diferença é maior ainda. Por isso a amostra precisa ser vista encostada no seu vidro, no ambiente, e não contra uma folha branca.

Tonalidade não é rejeição de calor

Esse é o mal-entendido mais comum, e o que mais gera frustração depois da instalação. O VLT mede luz visível. O calor do sol chega em boa parte como radiação infravermelha, que é invisível — e as duas coisas não andam juntas.

Na prática, uma película escura de poliéster pode rejeitar menos calor que uma película clara de nano cerâmica. A primeira escurece o ambiente e dá a sensação de ter resolvido; a segunda baixa a temperatura sem alterar a luz. Se o incômodo é "o ambiente esquenta", a pergunta certa não é "qual G", e sim qual linha de película. A página de tipos de insulfilm compara as linhas lado a lado.

De dia funciona; de noite, inverte

A privacidade das películas fumê e espelhadas é um efeito de contraste: elas escondem o lado mais escuro de quem está no lado mais claro. Durante o dia, o lado de fora é o mais iluminado, e o ambiente fica protegido.

Quando anoitece e as luzes internas acendem, a relação se inverte. Quem está na rua passa a enxergar para dentro, e o G5 não impede isso. Para privacidade contínua, nas 24 horas, a resposta não está na escala de tonalidade: está no insulfilm jateado, no branco fosco ou no blackout, que bloqueiam a imagem independentemente de onde está a luz.

Como escolher, ambiente por ambiente

Sala e varanda

G20 ou G35 na maioria dos casos. O G20 quando há prédio vizinho de frente ou movimento de rua; o G35 quando o incômodo é mais o ofuscamento do fim da tarde que a exposição. Em apartamento com vista, vale testar as duas amostras no próprio vidro antes de decidir.

Quarto

G5 para quem quer escuro de verdade, principalmente em janela voltada para o nascente. Vale lembrar que película não é cortina blackout: ela reduz muito a luz, mas não zera. Para escurecimento total existe a linha blackout específica.

Escritório e home office

G35 resolve a maior parte dos problemas de reflexo em tela sem obrigar a acender luz durante o dia. Em sala de reunião envidraçada, onde a questão é confidencialidade e não conforto visual, o jateado costuma ser a resposta mais honesta que qualquer tonalidade.

Loja e vitrine

Em vitrine, escurecer é quase sempre contraproducente: o produto precisa ser visto. A faixa G50 a G70 em linha de controle solar mantém a visibilidade e corta calor e desbotamento de mercadoria. Para o detalhe desse cenário, veja insulfilm comercial.

Fachada de prédio e condomínio

Aqui a decisão deixa de ser individual. A tonalidade precisa ser a mesma em todas as unidades para a fachada não ficar remendada, e a escolha costuma passar por assembleia. O assunto está detalhado em insulfilm para prédios e condomínios.

Quando a resposta não é um G

Vale repetir, porque é o ponto que mais economiza dinheiro: se o objetivo é privacidade a qualquer hora, a escala de tonalidade não resolve — a resposta é película jateada ou branco fosco. Se o objetivo é reduzir temperatura sem escurecer, também não — a resposta é nano cerâmica ou linha IR. E se o objetivo é segurança do vidro, a espessura importa mais que o tom, e o caminho é a película de segurança.

A tonalidade é a última decisão, não a primeira. Primeiro vem o problema; depois a linha de película que resolve aquele problema; só então o G. Se quiser visualizar os tons antes da visita, o simulador de insulfilm ajuda a calibrar a expectativa, e a leitura de G5 ou espelhada para privacidade e do G5 em residências e empresas completa o quadro.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre G5, G20 e G35?
A diferença é a quantidade de luz que cada película deixa passar. O G5 deixa passar cerca de 5% da luz visível e é o mais escuro dos três, com privacidade máxima durante o dia. O G20 deixa passar perto de 20%, mantém privacidade forte e já permite enxergar para fora com conforto. O G35 deixa passar cerca de 35% e é o meio-termo: reduz ofuscamento e dá privacidade parcial sem escurecer o ambiente. Quanto menor o número, mais escura a película.
Qual insulfilm é o melhor para residência?
Não existe um melhor absoluto, porque depende do problema a resolver e da orientação do vidro. Em sala e varanda com sol direto, G20 e G35 são as escolhas mais frequentes. Em quarto, quem quer escurecer de verdade costuma ir de G5. Em ambiente que já é escuro, o G50 resolve o ofuscamento sem tirar luz. Se o incômodo é calor e não claridade, a tonalidade importa menos que a tecnologia da película.
Insulfilm mais escuro esquenta menos?
Nem sempre. O VLT mede luz visível, não calor. Uma película escura de poliéster pode rejeitar menos calor que uma película clara de nano cerâmica, porque boa parte do calor solar chega em forma de infravermelho, que é invisível. Para reduzir temperatura sem escurecer o vidro, a tecnologia da película pesa mais que o número do G.
O G da película é o mesmo G do resultado final no vidro?
Não. O vidro já retém parte da luz por conta própria, então o resultado final é sempre mais escuro que o número da película isolada. Uma película de 35% aplicada sobre um vidro que transmite 80% da luz resulta em cerca de 28% de VLT final. Por isso a amostra deve ser vista encostada no seu vidro, e não contra o branco do papel.
O insulfilm escuro dá privacidade à noite?
Não. A privacidade das películas fumê e espelhadas depende de o lado de fora estar mais claro que o lado de dentro. Com as luzes acesas à noite, a relação se inverte e quem está na rua passa a enxergar o interior. Para privacidade nas 24 horas, o caminho é a película jateada ou a blackout, que bloqueiam a imagem independentemente da luz.
Existe tonalidade proibida para janela de imóvel?
Não há limite legal de tonalidade para vidro de residência, loja, escritório ou condomínio. A escolha é livre. O que pode existir é regra interna de condomínio sobre a aparência da fachada, principalmente quando a película é espelhada e muda o aspecto do prédio visto de fora. Vale consultar a convenção antes de fechar o pedido.
Dá para misturar tonalidades diferentes no mesmo imóvel?
Dá, e é comum. Cada ambiente tem uma necessidade: o quarto que recebe sol da manhã pode pedir uma película mais escura que a sala que já fica na sombra. O cuidado é com a aparência externa, principalmente em fachada contínua ou em janelas que ficam lado a lado, onde a diferença de tom fica visível da rua.

Ainda em dúvida entre duas tonalidades? A Blackout Film leva as amostras até o seu imóvel e encosta cada uma no seu vidro, no horário em que o sol incomoda, antes de qualquer decisão. Atendemos residências e empresas em todo o Rio de Janeiro. Solicite um orçamento ou fale direto pelo WhatsApp.

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